Caem as máscaras: veja como escolas do Rio vão agir sobre uso do item de proteção

Caem as máscaras: veja como escolas do Rio vão agir sobre uso do item de proteção

Com a publicação de decreto pela prefeitura nesta segunda-feira, utilização torna-se opcional em todo o município

RIO — Com o fim da obrigatoriedade do uso de máscara contra a Covid na cidade do Rio após publicação de decreto pela prefeitura, o uso do item de proteção se torna opcional em todo o município. Diversos setores precisarão se adaptar — ou readaptar — à nova configuração. Entre eles, as instituições de ensino, que começaram a divulgar orientações para pais e alunos sobre a proteção contra a doença, já que o uso da máscara deixou de ser uma exigência. No entanto, em alguns colégios, professores e funcionários terão que usar o item obrigatoriamente por conta de determinação federal.

Colégio Santo Inácio

O Colégio Santo Inácio, em Botafogo, emitiu um comunicado onde destaca que o uso torna-se facultativo nas dependências do prédio. Segundo a direção, a escolha sobre a utilização ou não cabe a cada família. Mas o colégio recomenda a máscara, especialmente por pessoas imunodeprimidas, com comorbidades ou não vacinadas. A unidade icontinuará adotando as demais medidas protetivas previstas nos protocolos sanitários, como o distanciamento social mínimo de um metro, o não compartilhamento de objetos de uso pessoal e a medição de temperatura nos acessos ao colégio.

Colégio Santo Agostinho

Com unidades no Leblon e na Barra da Tijuca, o Colégio Santo Agostinho aderiu à medida, mas lembrou que a utilização segue como recomendada para grupos de risco e não vacinados. Por isso, a instituição de ensino ressalta que “conta com a sensatez de todos” em relação às orientações sanitárias para o combate à pandemia.

Colégio Cruzeiro

Por sua vez, o Colégio Cruzeiro, com unidades no Centro e em Jacarepaguá, comunicou que os alunos têm a opção de usar ou não. Quanto aos funcionários, seguindo determinação, em âmbito federal, da portaria conjunta dos Ministérios da Saúde e do Trabalho e Previdência, a máscara continua sendo equipamento obrigatório.

Ceat

Os estudantes do Centro Educacional Anísio Teixeira (Ceat), em Santa Teresa, ainda precisarão utilizar máscaras para estar nas dependências do colégio até, pelo menos, o dia 18 de março. A escola diz que avaliará a suspensão da obrigatoriedade do uso de máscaras de acordo com os prazos indicados pela Fiocruz.

Em nota, o Ceat disse que “mesmo com as boas notícias sobre a queda do número de casos e internações, reflexo da expressiva cobertura vacinal em nossa cidade, ainda é cedo para avaliar os impactos das viagens e festividades do Carnaval”. A instituição afirmou, ainda, que sabe como esse passo é esperado pela comunidade escolar. “Sabemos o quanto todas e todos nós esperamos pelo fim dessas medidas, inclusive pelos impactos psicológicos e acadêmicos delas decorrentes. Mas contamos com o engajamento característico de nossa comunidade para coletivamente superarmos esse difícil momento”, diz a nota.

Colégio Marista São José

O Colégio Marista São José, com unidades na Barra e na Tijuca, optou por seguir com recomendação ao uso de máscaras por estudantes, colaboradores e educadores. Os representantes da escola afirmam que essa é uma maneira de garantir proteção comunitária na instituição.

Além disso, as unidades garantem que todas as medidas do protocolo de biossegurança, como o álcool em gel, os tapetes sanitizantes e a higienização dos ambientes, serão mantidas.

Escola Nova

A obrigatoriedade do uso de máscaras na Escola Nova, na Gávea, foi removida. A orientação dada aos responsáveis e alunos do colégio é que continuem tomando os cuidados necessários. De acordo com a diretora Verinha Affonseca, a recomendação é que cada família decida como mandar seus filhos à escola, que está preparada para receber todos. Neste primeiro dia após o decreto, segundo a diretora, a adesão às máscaras foi de cerca de 50% dos estudantes.

Já em relação aos funcionários, a direção da Escola Nova explica que os inspetores que trabalham mais próximo das crianças ou que ficam na portaria as recepcionando continuarão utilizando a máscara por mais tempo. Os demais funcionários estão liberados. Professores podem optar se utilizam ou não o equipamento de proteção em sala.

Colégio Mopi

Assim como na Escola Nova, o Colégio Mopi também decidiu deixar o uso das máscaras à critério de cada família, mas segue o decreto da prefeitura e estabelece, a partir desta terça-feira, a desobrigação da utilização do item. De acordo com os representantes da instituição, as máscaras passam a ser, agora, item de proteção individual de colaboradores e estudantes.

CEL

Os colégios CEL, com unidades na Barra da Tijuca, Jardim Botânico e Cachambi, e Franco-Brasileiro, em Laranjeiras, também deixaram de exigir o uso das máscaras em suas dependências. Conforme nota conjunta divulgada pelas instituições, as recomendações dos comitês científicos da prefeitura e das próprias unidades serão seguidas. Além disso, a orientação é de que não vacinados, imunossuprimidos, com comorbidades de alto risco ou com sintomas gripais sigam usando.

Rede Daltro Educacional

Já a Rede Daltro Educacional, com unidades na Taquara, no Recreio e no Méier, destaca que, “no intuito de zelar pela proteção de todos”, sugere que todos os alunos e colaboradores mantenham o uso irrestrito das máscaras dentro das instalações escolares, principalmente nos espaços fechados. O posicionamento reforça, ainda, a orientação de que alunos com sintomas gripais, febre, ou seja, sintomas suspeitos de Covid-19, ou alunos que tiveram contato com caso suspeito ou confirmado de Covid-19, não frequentem as aulas. Estes devem respeitar o afastamento preventivo para que não haja surto na escola e a necessidade de, novamente, suspensão de aulas presenciais.

Escola Alfa Cem

Na Escola Alfa Cem, em Jacarepaguá, o uso das máscaras também fica a critério de cada família. Segundo a instituição, a liberação se estende, também, a todos os outros membros da comunidade escolar.

Universidades obrigam ou recomendam máscaras

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) diz que a instituição mantém a exigência nas unidades . Já a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) optou por manter uma recomendação ao uso de máscara no campus, na Gávea, Zona Sul do Rio, como forma de, manter a “autoproteção e cuidado com o próximo”. Por sua vez, a Uerj também mantém a exigência e inclui o Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAP/Uerj) dentro dessa decisão.

Na rede pública, orientação para o uso

A Secretaria Municipal de Educação do Rio informou que seguiu o decreto baseado nas orientações do comitê científico, da mesma forma que também seguiu a orientação que incentiva o uso por pessoas imunodeprimidas, com comorbidades de alto risco e pessoas não vacinadas. “A secretaria seguirá fornecendo máscaras aos profissionais da educação que optarem por usar a proteção e aos alunos que necessitarem”, diz a nota, que completa destacando que os demais itens do protocolo sanitário seguem mantidos.

No âmbito federal, a reitoria do Colégio Pedro II explica que a instituição se equipara aos Institutos Federais e, portanto, tem autonomia administrativa. O colégio afirmou, em nota, que “as últimas deliberações do Conselho Superior sobre o tema estabelecem como obrigatório o uso de máscara para entrada na instituição”, e esclareceu que, até que existam novas deliberações, o procedimento será mantido.

Já a rede estadual informa que as escolas da rede estadual de ensino deverão seguir os protocolos sanitários vigentes dos municípios nos quais estão localizadas. Dessa forma, na capital fluminense, as unidades irão respeitar as recomendações incluídas no decreto.

Deixe um comentário